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Abertura do Festival Paisagem Sonora terá exposição e lançamento de livro de J. Cunha

  

O VI Festival Paisagem Sonora iniciará sua programação com a abertura da exposição individual de J. Cunha: Ritmo e Revolução e o lançamento do livro “J. Cunha e o Carnaval Negro”, na Galeria Paulo Darzé, dia 05 de dezembro (quinta-feira), a partir das 18h. A entrada é gratuita e sujeita à lotação do espaço.

A exposição individual contará com pinturas, instalações e objetos. A montagem ocupará a galeria inteira, proporcionando uma imersão completa na obra. Já o livro “J. Cunha e o Carnaval Negro”, com curadoria de Danillo Barata, apresenta a história e as obras do artista José Antônio Cunha que fazem parte do imáginário visual do Carnaval dos blocos afros, em especial suas contribuições para Bloco Afro Ilê Aiyê.

Com visitação de segunda a sábado, a exposição individual de J. Cunha: Ritmo e Revolução, tem curadoria de Danillo Barata e Thais Darzé e reúne obras importantes que revelam a identidade visual do Ilê Aiyê, que completou 50 anos de existência no mês de novembro deste ano. 

“A arte de J. Cunha faz ressoar o espírito de Palmares nas ruas do presente e se transforma em um ato revolucionário, em uma celebração contínua da vida, da resistência e da memória coletiva afro-brasileira”, afirma Thaís Darzé, uma das curadoras da exposição.

Cunha tem como “assinatura” o cruzamento de referências, símbolos e potências das culturas negras, indígenas e nordestinas. Seu trabalho se caracteriza  pelo mergulho no imaginário das culturas afro-indígenas e popular nordestina brasileira, através da pesquisa, assimilação e transformação num universo próprio, mítico e mágico, simbólico e intuitivo.

Autor de inúmeras marcas e logotipos, ilustrações para livros e capas de discos, estamparias, ambientações de show e eventos, J. Cunha tem ainda o seu nome definitivamente vinculado ao Carnaval, por haver criado e assinado a concepção visual e estética do bloco Ilê Aiyê durante 25 anos, além de instigantes decorações temáticas para o Carnaval de rua de Salvador.

Cunha participou de importantes bienais de artes plásticas e de exposições individuais e coletivas, entre elas o evento “The Refugee Project”, no Museu de Arte Africana de Nova York, “Exposição de Arte Contemporânea: As Portas do Mundo” na Europa e na África e “Exposição coletiva Axé Bahia: O poder da arte numa metrópole afro-brasileira”, no Museu Fowler, em Los Angeles.

Em 2024, nos seus 60 anos de carreira, a Pinacoteca de São Paulo apresentou uma retrospectiva, a maior já realizada em sua carreira. Com cerca de 300 itens, entre pinturas, desenhos, cartazes, estampas, objetos e documentos, “J. Cunha: Corpo tropical” apresentou a trajetória do artista. 

A vida e obra do artista visual J Cunha são o epicentro dos diálogos abertos no Paisagem Sonora, que traz em sua programação oficinas, rodas de conversas, mapping, performances musicais e de dança. A programação completa está no site: www.festivalpaisagemsonora.org e no perfil oficial do Instagram @paisagemsonorabahia.

A VI Edição do Festival Paisagem Sonora é uma realização da Pró-reitoria de Extensão e Cultura da UFRB e da Fundação Cultural Palmares e conta com o apoio do Museu de Arte Contemporânea da Bahia – IPAC e Galeria Paulo Darzé e apoio cultural do IRDEB, através da TVE Bahia e da 107.5 Educadora FM.

Serviço:
Abertura do VI Festival Paisagem Sonora
Exposição de J. Cunha: Ritmo e Revolução e lançamento do livro “J. Cunha e o Carnaval Negro”
Local: Galeria Paulo Darzé (Corredor da Vitória)
Data/Hora: 05 de dezembro 2024, a partir das 18h
Visitação:
Segunda a sexta: das 9h às 19h
Sábado: das 9h às 13h
Domingo: fechado

Entrada Gratuita

Mais informações: www.festivalpaisagemsonora.org  e @paisagemsonorabahia no Instagram.

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