Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú é um livro-arquivo de uma obra em movimento
Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú apresenta o coração de uma obra que transformou tecido em linguagem, desfile em rito e cidade em sala de leitura. Ao reunir décadas de criação, reafirma Alberto Pitta como arquivista do presente, um artista que faz do pano uma escrita viva, marcada por axé, coletividade e trânsito entre ateliê, terreiro e avenida, onde cada grafismo retorna ao corpo e à rua como gesto de invenção.
“Não se trata de ‘explicar’ imagens, mas de habitá-las.”
A trajetória de Alberto Pitta é marcada por uma relação intrínseca com os fundamentos da arte gráfica, em especial com a estamparia serigráfica, prática que desenvolve desde o final da década de 1970. Sua produção visual foi profundamente influenciada pela emergência dos blocos afro e afoxés no contexto do Carnaval da Bahia — movimentos que reconfiguraram não apenas a linguagem da festa, mas também a afirmação identitária e estética do povo negro no Brasil. Pitta vê o mundo por meio da arte.
Alberto Pitta: Fúnfún Dúdú é um livro-arquivo de uma obra em movimento. Ao aproximar panos, processos, memórias e ensaios, esta edição dá a ver um método: costurar histórias, cerzir identidades, afirmar que a sofisticação simbólica é direito de todos.
A publicação é uma iniciativa do Selo Editorial Anjo Negro, vinculado à Pró-Reitoria de Extensão e Cultura da Universidade Federal do Recôncavo da Bahia (UFRB), uma realização do Festival Paisagem Sonora e apoio financeiro da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi/MEC).
➡️ A versão digital do livro já está disponível para download.